Inovar na sala de aula costuma ser associado à criatividade, dinamismo e protagonismo estudantil. No entanto, pouco se fala sobre um elemento silencioso que acompanha esse processo: a insegurança.
Insegurança de que a atividade não funcione.
Insegurança de que os estudantes não se engajem.
Insegurança de sair de um planejamento já consolidado.
Insegurança diante do julgamento institucional ou profissional.
A prática docente envolve responsabilidade, compromisso e preparo. Por isso, muitas vezes escolhemos o caminho mais seguro, aquele que já conhecemos, que já testamos, que oferece previsibilidade.
E isso não é um erro.
Mas a educação é movimento.
Se desejamos formar sujeitos críticos, autônomos e reflexivos, em algum momento será necessário propor experiências que ampliem o protagonismo estudantil. E toda ampliação envolve um certo grau de insegurança.
Inovar não significa improvisar ou abandonar o conteúdo. Significa propor vivências que favoreçam investigação, diálogo e construção coletiva de conhecimento.
A pergunta que frequentemente nos paralisa é:
“E se não funcionar?”
Mas há outra igualmente legítima:
“E se funcionar?”
Reconhecer a insegurança não diminui o professor. Pelo contrário, revela consciência profissional. A maturidade docente não está na ausência de dúvidas, mas na capacidade de agir mesmo diante delas.
Talvez inovar seja, antes de tudo, um exercício de confiança no processo.
E continuar tentando é, em si, um gesto pedagógico.
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